Tratar chorume é um desafio porque não existe um único contaminante a ser removido.
Um mesmo efluente pode apresentar matéria orgânica, sólidos suspensos, nitrogênio amoniacal, sais, óleos, graxas e metais, além de variar significativamente ao longo do ano.
A literatura científica mostra que justamente essa complexidade faz com que sistemas combinando diferentes métodos tenham papel relevante no tratamento de lixiviados. Processos físico-químicos, separação por membranas e processos oxidativos avançados estão entre as tecnologias estudadas e utilizadas para enfrentar diferentes frações da carga contaminante.
Foi a partir de uma abordagem de múltiplas etapas que a OuroNitro desenvolveu sua tecnologia denominada Oxiamonólise.
Imagine tentar remover areia, sais dissolvidos, compostos orgânicos e nitrogênio utilizando exatamente o mesmo mecanismo.
Os contaminantes possuem características físico-químicas diferentes.
Por isso, um processo adequado precisa atacar problemas diferentes em momentos diferentes.
É semelhante a uma linha de produção: cada etapa prepara o efluente para a seguinte até que se alcance a qualidade necessária ao objetivo final.
Segundo a OuroNitro, sua tecnologia utiliza quatro etapas físico-químicas sucessivas e não depende de sistemas biológicos convencionais.
A primeira fase é denominada pela empresa de Processo Físico-Químico (PFQ).
Seu objetivo é realizar uma remoção inicial de componentes presentes no chorume, incluindo sólidos suspensos, óleos, graxas, metais e parte significativa da carga representada por DBO e DQO.
Essa primeira barreira é importante porque reduz a carga que seguirá para as etapas de maior refinamento.
Na prática, significa não exigir que uma tecnologia de filtração avançada seja responsável por realizar todo o trabalho de tratamento sozinha.
Depois do tratamento físico-químico, o efluente passa pelo processo que a OuroNitro denomina Tamisação Molecular.
Segundo a empresa, essa etapa envolve:
A lógica é aumentar progressivamente o nível de separação.
Membranas são amplamente estudadas no tratamento de lixiviados justamente pela capacidade de reter diferentes contaminantes. A nanofiltração e outras tecnologias de membrana podem apresentar elevada capacidade de remoção de matéria orgânica dissolvida, embora fatores como incrustação, consumo energético e gerenciamento do concentrado precisem ser considerados no projeto.
É por isso que o pré-tratamento assume tanta importância em sistemas combinados.
Após as etapas de separação, entra em ação um processo oxidativo.
A OuroNitro chama essa etapa de Processo de Ozonólise (POZ).
O objetivo é oxidar matéria orgânica que permaneceu no efluente depois das fases anteriores.
A ozonização faz parte dos chamados Processos Oxidativos Avançados e vem sendo estudada e aplicada no tratamento de efluentes complexos.
Pesquisas recentes mostram que processos baseados em ozônio podem atuar sobre compostos orgânicos refratários, embora eficiência, energia consumida, configuração do sistema e características do efluente tenham influência direta no resultado.
Na estratégia de tratamento da OuroNitro, portanto, a oxidação não aparece isoladamente: ela faz parte de uma sequência.
Um dos contaminantes mais importantes do chorume é o nitrogênio amoniacal.
Concentrações elevadas desse composto representam um dos grandes desafios do tratamento de lixiviados, especialmente em aterros mais estabilizados.
A quarta etapa do sistema da OuroNitro é denominada Processo de Amonólise (PAM).
Segundo a descrição técnica da empresa, essa fase utiliza redução catódica para atuar sobre o nitrogênio amoniacal remanescente no efluente.
Dessa forma, a linha de tratamento trabalha sequencialmente diferentes grupos de contaminantes.
Quando observamos as quatro etapas em conjunto, fica mais fácil compreender a lógica do sistema:
Tratamento físico-químico → separação por filtração e membranas → oxidação → tratamento do nitrogênio amoniacal.
Cada etapa possui uma função específica.
Essa arquitetura está alinhada a uma tendência observada também na literatura científica: efluentes complexos como o chorume frequentemente demandam combinações de processos, já que tecnologias isoladas podem apresentar limitações diante da variedade de contaminantes e da grande oscilação das características do lixiviado.
Além da composição tecnológica, há um segundo aspecto relevante no modelo da OuroNitro: a implantação no local onde o chorume é gerado.
Segundo a empresa, suas plantas podem operar diretamente no aterro, reduzindo a dependência do transporte do lixiviado para unidades externas.
Isso muda a discussão.
A tecnologia deixa de ser apenas uma solução de tratamento e passa a fazer parte da otimização logística do empreendimento.
Outro ponto central da proposta é a obtenção de água tratada.
De acordo com a OuroNitro, o efluente após seu processo pode alcançar condições compatíveis com aplicações de reuso ou destinações autorizadas, conforme os parâmetros técnicos e ambientais aplicáveis ao projeto.
Isso conecta a gestão do chorume a outro conceito relevante: economia circular.
Em vez de simplesmente remover um efluente de um local e transportá-lo para outro, passa a existir a possibilidade de recuperar parte da água e reinseri-la em usos adequados.
Um dos erros mais comuns ao falar sobre tratamento de chorume é imaginar que todos os aterros produzem o mesmo efluente.
Não produzem.
Chuvas, composição dos resíduos, idade do aterro e diversos outros fatores alteram continuamente suas características.
Por isso, um projeto eficiente deve partir de análises do efluente e de dimensionamento adequado, e não apenas da escolha genérica de um equipamento.
A própria OuroNitro destaca a possibilidade de modular seu processo conforme as características do chorume tratado.
A discussão sobre chorume está mudando.
A pergunta deixa de ser apenas:
“Para onde transportar esse efluente?”
E passa a ser:
“Como tratá-lo de maneira eficiente no próprio local, reduzir riscos, diminuir dependências e recuperar recursos?”
É nessa mudança de perspectiva que sistemas de tratamento integrados ganham importância.
A Oxiamonólise desenvolvida pela OuroNitro representa uma abordagem que reúne diferentes mecanismos físico-químicos em uma sequência desenhada especificamente para enfrentar a complexidade do lixiviado de aterros.
Seu aterro ainda depende do transporte de chorume para tratamento externo?
Conheça a tecnologia da OuroNitro e avalie uma solução desenvolvida de acordo com o volume, as características do efluente e os objetivos operacionais do empreendimento.







